Interior de Santiago

Março 24 2009
 

 

“Igreja Local, Sinal de Libertação e de Esperança”

 

475 anos de Fundação: 31 Jan. 1533 – 31 Jan. 2008

 


 

Fundação: 3l de Janeiro de l533.
       Patrono: S. Tiago Menor Apóstolo -3 de Maio.
          
I - As origens
As origens históricas de Cabo Verde se situam convencionalmente, em l460, data em que dois navegadores às ordens do Infante D. Henrique de Portugal, Diogo Gomes e António de Noli, teriam encontrado as ilhas de Sotavento.
A responsabilidade da evangelização das ilhas coube, desde o descobrimento, à Ordem de Cristo.
Pouco se sabe acerca da evangelização quatrocentista das ilhas. No entanto, Frei Fernando da Soledade e Jorge Cardoso afirmaram que os Frades Franciscanos Frei Rogério e Frei Jaime, naturais de Catalunha e residentes no Convento de S. Bernardino de Atouguia, para aqui vieram com os colonos em l462.
Em l480 já se fala de erecção do segundo templo paroquial destas ilhas, dedicado a S. Filipe, na ilha do Fogo.
Por volta de l495 é construída a Igreja de Nossa Senhora do Rosário uma das mais antigas da ilha de Santiago.
Em l508 estava já construída na Ribeira Grande, ilha de Santiago, a igreja do Espírito Santo, e em l526 dava-se início à construção da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora, na vila de Praia de Santa Maria.
O povoamento das ilhas de Santiago e Fogo foi rápido, devido à importação de grande número de escravos vindos do continente, enquanto que as ilhas do Maio e da Boa Vista eram povoadas por pastores.
Em l5l4 e l5l6 aparecem já as primeiras normas relativas ao Baptismo dos escravos a bordo de navios negreiros de passagem por Santiago.
II - A erecção da Diocese
a) Criação da Diocese e da Cidade de Santiago
Em 20 de Maio de l532, o rei D. João III, de Portugal, julgando poder fundar um Bispado em Cabo Verde, formulou o pedido ao Papa nesse sentido. A sede seria na vila da Ribeira Grande, ilha de Santiago - a qual, para o efeito, teria que ser criada cidade como de facto aconteceu a quando da criação da Diocese, e o território abrangeria não só o arquipélago de Cabo Verde como também uma parte do continente que lhe ficava contíguo numa extensão de 350 léguas de terra firme na costa ocidental africana, desde o rio Senegal até ao rio S. André, perto de Cabo das Palmas, isto é, a actual Gambia, o sul do Senegal, a Guiné Bissau, a Guiné Conacry, a Libéria, a Serra Leoa e a Costa do Marfim. O rei apresentara para bispo D. Braz Neto, ao tempo, embaixador de Portugal em Roma.
Em 3l de Janeiro de l533 pela Bula “Pro Excelenti”, o Papa Clemente VII criava a Diocese de Santiago de Cabo Verde com sede na igreja paroquial da Ribeira Grande, ilha de Santiago. Ficaria sufragânea da Diocese do Funchal, erecta na mesma data, e, pelo mesmo documento, erecta em metrópole Eclesiástica.
Dos três primeiros Bispos de Cabo Verde sabe-se que D. Braz Neto (l533-l534) tomou posse da Diocese em Lisboa, mas por lá ficou sem ter vindo à Diocese, como aconteceu, de resto, com muitos dos seus sucessores; que D. João Parvi ou D. João de Évora (l538-l546) que era francês de origem, veio à Diocese (e nisso foi o primeiro) e faleceu na Ribeira Grande, tendo sido sepultado na Sé; e que D. Francisco da Cruz (l547-l572) foi o iniciador dos trabalhos da Catedral, bem como da Misericórdia.
b) Regime de Padroado
Portugal conseguira da Santa Sé o Direito do Padroado nas terras do seu domínio: O governo de Portugal assumia a responsabilidade de financiar a missão católica, pagando o salário dos bispos, dos padres e de todos os agentes, e as despesas de construção e manutenção das Igrejas e outras infra-estruturas; por outro lado, o Papa escolhia os bispos só entre os candidatos apresentados por Portugal e não enviava missionários não portugueses às terras que estavam sob o domínio de Portugal. Este direito perdurou praticamente, até 1956.
 
publicado por Fermento às 13:53

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